Risco de Incontinência após RTU de próstata
Incontinência após RTU: existe risco, sim — e por isso a escolha da técnica importa No vídeo de hoje, eu comento um relato forte de um seguidor: “fiz RTU e até hoje uso fraldas”. E a primeira coisa que eu preciso dizer é: toda cirurgia tem risco, inclusive as cirurgias para próstata aumentada (HPB). A maioria dos pacientes melhora muito, mas complicações podem acontecer — e a incontinência urinária é uma das que mais impactam a vida. O que a literatura mostra é que, em média, a taxa de retratamento cirúrgico após RTU fica em torno de 5% (ou seja, uma parte dos pacientes pode precisar de novo procedimento ao longo do tempo). E, quando falamos de técnicas minimamente invasivas, como o Rezum (vapor de água), a ideia é justamente reduzir efeitos colaterais como incontinência e disfunção sexual — mas com um “preço”: elas costumam desobstruir menos e, por isso, podem ter maior chance de precisar retratar no futuro, dependendo do caso (o próprio review do JAMA aponta taxas de retratamento mais altas para alguns MISTs). A mensagem principal é simples e honesta: não existe cirurgia “perfeita” para todo mundo. Existe a cirurgia mais adequada para o seu perfil, levando em conta tamanho e formato da próstata, intensidade dos sintomas, estado da bexiga, uso de anticoagulantes e prioridade do paciente (por exemplo, preservação da ejaculação). Se você tem sintomas de próstata aumentada e está decidindo entre RTU, laser (HoLEP/GreenLight) ou terapias minimamente invasivas como o Rezum, procure avaliação individualizada. Decisão bem feita antes evita sofrimento depois. Dr. Petronio Melo Urologista e Cirurgião Robótico CRM 157.598 | RQE 70.275 #HPB #RTU #PróstataAumentada #IncontinênciaUrinária #Rezum